CIDADE DE MOEMA - FILHO AUSENTE

Em 1983, durante as férias de julho, fui conhecer a minha Doce Terra.

Olha lá, Moema!

Onde? Ora, olha lá... Moema!

 

  

  

Olha... viu, agora?

Fui ao cemitério municipal onde, em 1948, fora enterrado o meu pai.

  

Depois saí pelos cerrados e pude conversar com cada planta silvestre, em cujas flores via, em cada uma delas, um pouco do meu velho pai que, a esta altura, já há muito tempo nelas se transformara.

 

Fiquei conhecendo o meu querido padrinho de batismo José Evaristo de Lacerda e a minha bondosa madrinha Lourdes. Depois, acabadas as férias, voltei para o cinzento de minha melancolia em meio à fumaça de São Paulo.

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