INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DE MINAS GERAIS

 

Assunto: Admissão de Sócio Correspondente

Interessado: Tarcísio José Martins

RELATÓRIO

O ilustre sócio efetivo, Celso Falabella de Figueiredo Castro, ofereceu parecer favorável à admissão do Dr. Tarcísio José Martins, nos quadros do Instituto, na categoria de Correspondente.

Apesar da autoridade do parecer do ilustre Celso Falabella, por si só suficiente, permito-me acrescentar que a admissão do Dr. Tarcísio José Martins, enobrece e enriquece o nosso Instituto. Gostaria que fosse admitido como Sócio Efetivo, mercê das suas qualidades de historiador, de pesquisador destemido e incansável, qualidades que nasceram com ele e foram cultivadas, no curso de sua vida, no melhor estilo e com alto aproveitamento, como atestam os seus trabalhos.

O Dr. Tarcísio, advogado, graduado em Direito Penal e Criminologia, publicou Moema, as Origens do Povoado do Doce, 1987, nova edição no ano de 2000; Quilombo do Campo Grande, a História de Minas Roubado do Povo, 1995; Sesmaria – Cruzeiro, o Quilombo das Luzes, 2001; e Renovos de Mim, de Minas, 2001, site de cultura.

Sua tenacidade na pesquisa dissipou as sombras, atualizou e trouxe à luz a verdade histórica dos Quilombos em Minas Gerais. (...).

Reflete, por outro lado, como assinalou Celso Falabella, o esforço legítimo e sério que reveste a pesquisa "com paciência de garimpeiro", buscando aqui e ali "e mais fosse aonde pudesse agarrar um fiapo, coletando dados que devem ter superado sua expectativa, capazes que foram de sedimentar uma importante e um tanto esquecida abordagem: a do quilombismo, com destaque para o "Quilombo do Campo Grande", que desapareceu em 1759, depois do brutal massacre de sua população".

Tarcísio garimpou, à exaustão, o Arquivo Público Mineiro, os arquivos de Mariana, São João Del Rey, Pitangui, Bom Despacho, de Santo Antônio do Monte.

Coletou dados e informações preciosas para escrever a história, em grande parte das Minas Gerais, ao desvendar no seu livro "MOEMA", as origens do povoado do Doce, que escreveu em homenagem a sua terra natal: MOEMA.

Quanta novidade, quantos detalhes históricos ignorados ou desconhecidos da maioria, inclusive da maioria estudiosa, trouxe Tarcísio nas 224 páginas, e que páginas, do seu livro.

Para escrever "MOEMA", o Dr. Tarcísio cruzou mares e terras nunca antes navegados ou palmilhados. A fluência do narrador, apegado à veracidade do fato histórico e da sua importância no contexto do desenvolvimento, somadas às demais, carregam ao trabalho a certeza da seriedade e da responsabilidade do autor e, sobretudo, a leitura do livro encanta o leitor!

Vigoroso ao escrever, contestando ou elogiando quando necessário, com a sinceridade que não ofende, não se intimida ante "os monstros sagrados", escritores brilhantes até, mas, que claudicaram no escrever a história das Gerais.

Raras vezes se vê tanto empenho, tanta luta para esclarecer e situar, devidamente, a verdade histórica.

O Dr. Tarcísio José Martins é, realmente, um historiador e um pesquisador digno desse nome.

Em conclusão, que se dispensa, o processo está em condições de ser apreciado pela Diretoria do Instituto, com parecer favorável à admissão.

Belo Horizonte, 30 de dezembro de 2001

Jorge Lasmar (*).

(*) Advogado, professor e maçom ilustríssimo, sócio efetivo e titular da Cadeira n. 100 (Hildebrando Pontes) do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, autor de estudos e trabalhos históricos, destancado-se "A Face Oculta da História – Padre Belchior Pinheiro de Oliveira – José Bonifácio de Andrada e Silva", Lithera Maciel Editora Gráfica Ltda., Belo Horizonte, ano 2000.

 

Clique aqui e veja como foi a cerimônia lá em Belo Horizonte.

Voltar